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O volume de bens importados na economia brasileira deverá em 2010 atingir a maior marca em mais de 30 anos. Nos cálculos da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex), as importações totais devem somar US$ 175 bilhões. O recorde anterior ocorreu em 2008, quando as compras externas totalizaram US$ 173 bilhões. Em 2009, ainda sob o impacto da crise financeira internacional, as importações chegaram a US$ 127 bilhões.
As contas externas são o ponto mais frágil da economia brasileira neste momento. De janeiro a agosto as exportações de mercadorias foram 28% maiores que as de um ano antes. O valor importado ficou 48,6% acima do registrado nos oito meses correspondentes de 2009. A tendência havia sido observada na fase de rápido crescimento até 2008, foi interrompida na recessão e voltou a manifestar-se com a recuperação da atividade.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou na última sexta-feira que o robusto crescimento registrado pelo Brasil durante o primeiro semestre irá garantir expansão de 7% ou mais do PIB em 2010. "Esse será o melhor desempenho em 24 anos e sem inflação", disse o ministro. Mantega comemorou os números do PIB, ao destacar que, entre as maiores economias, apenas a China cresce em ritmo mais acelerado.
A indústria brasileira, capitaneada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), quer que o Governo Federal não implemente, por ora, o programa “Duty-Free, Quota-Free”, que consiste na importação de produtos de 49 países pobres com isenção de tarifas.
O Centro Nacional de Navegação (Centronave), entidade que reúne as 31 maiores empresas de navegação do segmento de contêineres e responde por quase 80% do transporte de bens do comércio exterior brasileiro, começou a elaborar um ranking sobre os melhores e piores portos do país que deverá cair como uma bomba no setor.
Entre julho e agosto a média diária de exportações cresceu três vezes mais que a de importações (8,8% e 2,9%, respectivamente), elevando o superávit comercial de US$ 1,3 bilhão para US$ 2,4 bilhões. A exportação de US$ 19,2 bilhões foi a maior desde setembro de 2008, mas é provável que seja apenas uma melhora episódica, influenciada pelos resultados de uma única semana (16 a 22), em que a média diária atingiu US$ 930 milhões, 13,4% mais do que na semana de 9 a 15.
Na abertura do segundo e último dia do Encomex Mercosul, em Porto Alegre, o diretor do Departamento de Negociações Internacionais do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Evandro Didonet, disse que a orientação do governo brasileiro aos negociadores é "avançar o quanto for possível" até o final deste ano, na direção de um acordo de livre comércio entre Mercosul e União Européia.
O aumento de 48,6% nas importações de agosto, frente a agosto de 2009, é resultado das compras para as festas de final de ano. A afirmação é do secretário de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento (Mdic), Welber Barral.
O Brasil lidera a corrida às importações entre os grandes países do comércio internacional. Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostram que as compras externas brasileiras cresceram 56% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. O aumento superou o da China, que ampliou suas importações em 44% no período. Enquanto isso, as exportações chinesas cresceram 41% e as brasileiras, 29%.
A notícia de que a atividade manufatureira na China voltou a crescer após três meses de desaceleração animou os mercados acionários na Europa. Puxadas pelo setor de mineração, as bolsas europeias operam em alta nesta quarta-feira.
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